Meu substituto ideal para o MacBook Pro é o laptop com Windows que você menos imagina

A Razer Blade 14 (2025) já está disponível para compra, com preços iniciando em R$10.000. Este é um laptop impressionante que redefine a portabilidade no segmento de máquinas para jogos. Contudo, seu design ultraportátil acarreta algumas limitações em termos de desempenho e possibilidade de upgrade.

O modelo Blade 16 tem sido o carro-chefe da Razer nos últimos anos, mas o design mais fino e elegante do Blade 14 de 2025 (o mais esguio já feito pela marca) proporciona uma primeira impressão excepcional. Essa nova versão é 11% mais fina e leve, pesando apenas 1,6 kg e tendo apenas 1,5 cm de espessura, com um acabamento preto fosco que transmite uma sensação de qualidade superior. O visual do dispositivo supera a estética habitual da marca, parecendo mais com um Dell XPS 14 ou um MacBook Pro do que um laptop para jogos.

A estrutura física é, sem dúvida, um dos pontos altos deste modelo. Apesar de ser fino e leve, ele se mostra extremamente resistente, apresentando pouca flexibilidade e sem movimento excessivo da tela. A presença de grandes protetores de borracha na parte inferior do aparelho evita deslizamentos e favorece a circulação de ar.

Ao ressaltar esse novo e melhorado formato, a Razer busca competir com outros laptops gamer de 14 polegadas, em especial o Asus ROG Zephyrus G14, que é considerado um dos melhores nessa categoria. Embora existam algumas diferenças entre os dois dispositivos, o Blade 14 troca um pouco do poder de processamento para manter a sua forma elegante, oferecendo uma máquina que se destaca tanto no ambiente de jogos quanto no escritório.

A tela OLED 3K, com taxa de atualização de 120Hz, é impressionante, ocupando quase toda a superfície com bordas ultrafinas. Igualmente, o touchpad é amplo (mas não exageradamente), estendendo-se quase até as bordas e apresentando um visual de qualidade.

Entretanto, esse design vem com suas limitações. A forma mais fina resulta em um sistema de refrigeração menos eficiente e restringe a hardware que o Blade 14 escolheu em prol da portabilidade extra. O dispositivo é equipado com um processador AMD Ryzen AI 9 365, em conjunto com a nova arquitetura Blackwell da Nvidia na série GeForce RTX 50, podendo chegar até o modelo 5070, e até 32GB de RAM soldada.

Embora essa configuração não ofereça a mesma potência que você veria em um laptop gamer tradicional, essa não é a intenção aqui. A Razer reduziu as especificações do Blade 14, priorizando a eficiência energética ao invés de maximizar a performance com hardwares pesados.

Por exemplo, o Blade 14 suporta até 100W de potência total para gráficos, podendo alcançar 115W com o recurso Dynamic Boost ativado, o que tecnicamente proporciona potência suficiente para um GPU intermediário como o RTX 5080. No entanto, a Razer provavelmente optou pelo 5070 para controlar o calor e o consumo energético.

Se compararmos, o Asus Zephyrus G14 de 14 polegadas tem o 5080 e apresenta um aquecimento significativo. Mesmo com os ventiladores em pleno funcionamento (que não são silenciosos), a realidade do jogo em um modelo de 14 polegadas precisa levar em consideração esses fatores, os quais o Blade 14 busca mitigar com seu hardware.

A performance em jogos, quando conectado à energia, é excelente, oferecendo visuais suaves e sem travamentos em títulos como “Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered”, “Diablo IV” e “Cyberpunk 2077”. Este último, na resolução 3K, leva o sistema ao seu limite, com média próxima a 40 FPS. No entanto, ao reduzir a resolução para 1200p, a performance melhorou consideravelmente.

Em termos de benchmarks, o Blade 14 se destaca em comparação a dois poderosos laptops gamer de 16 polegadas que testamos este ano, o MSI Stealth 16 AI e o Lenovo Legion Pro 7i, mas apresenta uma leve queda em relação ao poder bruto desses sistemas (consideravelmente maiores).

O Blade 14 possui uma boa variedade de entradas e saídas, incluindo duas portas USB4 Tipo-C com suporte para Display Port 2.1 e entrega de potência, duas portas USB-A de cada lado, uma porta HDMI (do lado direito) e um leitor de cartão MicroSD.

No lado esquerdo, há também a porta de carregamento proprietária para o adaptador de 200W. Essa é a forma mais eficiente de entrega de energia, embora ele possa ser carregado via USB-C, contanto que se tenha a potência adequada. No entanto, não se deve esperar desempenho máximo ao jogar com um carregador de 65W.

As luzes RGB no teclado são altamente impressionantes. A Razer se destaca em maximizar a intensidade e a vivacidade de cada tecla, com mínima vazão de luz nas bordas, criando um efeito dramático. Se você gosta de personalização por tecla, o teclado aqui oferece todos os efeitos desejáveis no aplicativo Razer Chroma. E se preferir um visual mais discreto e adequado para o escritório, isso também é possível.

A experiência de digitação é agradável, com ativação quase silenciosa, exceto para quem digita com força. Contudo, alguns gamers podem não ficar totalmente satisfeitos com a distância de deslocamento das teclas, que, apesar de ser premium, tem mais em comum com um MacBook ou um laptop de negócios do que com teclados feitos especificamente para jogos. Em contrapartida, os alto-falantes são razoáveis, melhores que a média, mas com carência de graves e riqueza sonora.

O aplicativo Razer Synapse atua como painel de controle para gerenciar tudo, desde modos de performance até overclocking, além de fornecer métricas em tempo real, como temperatura de operação e uso da CPU. No entanto, o app pode parecer um pouco inacabado, tendo se tornado não responsivo algumas vezes durante os testes. Apesar disso, ele é útil para gerenciar configurações. Vale ressaltar que, quando em modo bateria, o laptop força o usuário para o modo Balance, sem opção de troca. Embora esse seja o modo ideal quando desconectado, limitar a opção de desempenho em sessões curtas enquanto na bateria não me agradou tanto.

Utilizar o modo Balance realmente ajuda a maximizar a duração da bateria. Reduzir a taxa de atualização para 60Hz e o brilho para metade resultou em cerca de nove horas de autonomia em nossos testes de bateria – excelente para um laptop gamer. Durante sessões prolongadas de jogos na bateria, pode-se esperar de duas a três horas de uso, o que é mais ou menos o padrão, embora jogos menos exigentes consigam ultrapassar esse limite, chegando até quatro ou cinco horas. A chave é que o Blade 14 consegue manter-se ativo em sessões de baixa demanda ou enquanto inativo por muito mais tempo do que a maioria dos laptops para jogos, que tendem a consumir muita energia.

Embora o Razer Blade 14 seja um laptop gamer, isso não limita seu uso a essa finalidade. Ele é adequado para ser levado ao escritório ou colocar na mochila com a mesma facilidade com que você pode competir em jogos de ponta na Steam. Ele é um laptop deslumbrante e me ressoa pessoalmente como um gamer “maduro”, que já passou da fase das maratonas de jogos, mas ainda desfruta de um portfólio regular de títulos.

Recomendo este laptop para quem busca uma máquina gamer competente, mas não deseja um gigante de 16 ou 18 polegadas. Neste sentido, o Blade 14 atrai consumidores que estão confortáveis com os trade-offs discutidos e que valorizam a leveza do dispositivo.

O Blade 14 está disponível em várias configurações, com opções de 16GB, 32GB ou 64GB de RAM soldada e com GPUs Nvidia GeForce RTX 5060 ou 5070. A configuração mais avançada é frequentemente vendida por R$15.000, o que não é exatamente barato e requer comprometimento com seu uso específico. Contudo, atualmente, ele está à venda por R$13.000, um valor consideravelmente mais acessível.

Referência: ZDNET.

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