N64 do Traficante: A Tortura de Jogar!

O N64 ‘Turbinado’ que Vai Mexer com a Sua Cabeça: ModRetro M64 e o Dilema de Um Gênio Controverso!

Olá, pessoal! Aqui é o Lucas Tech e hoje a gente vai mergulhar numa daquelas notícias que me deixam com a cabeça a mil, sabe? Imagina só: uma nova versão do nosso querido Nintendo 64, turbinada para os dias atuais, com suporte a 4K e HDMI, mas com um detalhe que faz a gente coçar a cabeça e pensar muito… o criador! Tive a chance de testar o ModRetro M64 e, sério, fiquei com um misto de amor e ódio que até agora estou tentando entender.

O N64 Repaginado, mas Quem Está Por Trás?

Então, quem está por trás dessa máquina do tempo gamer? Ninguém menos que Palmer Luckey. Sim, o mesmo cara que fundou a Oculus VR, mas que hoje é mais conhecido como CEO da Anduril, uma empresa que faz… bem, drones de combate, equipamentos militares e de vigilância para o governo dos EUA. É, eu sei, um prato cheio para um debate!

A ModRetro M64 está chegando com tudo, e eu senti uma ansiedade enorme ao testar o console. Quem eu culparia por essa mistura de sentimentos? O Palmer Luckey não estava na sala. O console usa chips que estão disponíveis no mercado. Então, a bronca seria comigo mesmo? Afinal, fui eu que joguei. Fui eu que considerei escrever sobre isso. E é um fato: não dá pra falar de algo sem, de certa forma, dar uma força para quem o criou.

Como Funciona Essa Magia Retrô no Seu HD Moderno?

Antes de a gente se aprofundar nos dilemas morais, vamos ao que interessa na tecnologia! O ModRetro M64 será lançado em 28 de julho com vários títulos exclusivos. A AMD, que fabrica o chip FPGA dentro do console, mostrou o sistema na Computex, incluindo os controles (que são vendidos separadamente, atenção!). Um desses títulos, Extreme-G Turbo Fusion, estava rodando na estande da AMD.

O console usa um chip FPGA (Field-Programmable Gate Array), especificamente o AMD Artix UltraScale+. Pra quem não é da área, pensa assim: esse chip é tipo um "camaleão tecnológico" que consegue imitar a lógica do chip original do N64. Isso significa que você pode plugar seus cartuchos antigos e jogar na sua TV moderna via HDMI, com direito a resolução 4K! É o melhor dos dois mundos, né?

Controles, Jogos e a Experiência Antiga (ou Nem Tanto?)

Eu, quando criança, tinha o Extreme-G original para N64. Era terrível nele, como em todos os jogos de 1997, quando eu tinha 3 anos! Hoje, você pode jogar isso na coleção Nintendo Classics do Switch, ou até no Switch 2. Mas Extreme-G Turbo Fusion é um pacote duplo do jogo original com a sequência, Extreme-G 2. Usando o M64, eu corri por uma pista à noite, com chuva batendo, e o jogo engasgava cada vez que tinha um raio à distância, mostrando que o hardware "sofria" um pouco, assim como o N64 original fazia há quase 30 anos. Uma recriação fiel até nos detalhes!

O ModRetro M64 funciona com controles antigos do N64 e também com recriações modernas, como os kits sem fio da 8BitDo. O controle da ModRetro, com seus três "chifres" (que até hoje ninguém sabe direito como segurar!), lembra muito o design original, mas com um thumbstick que parece bem menos propenso a quebrar – ufa!

O console também permite adicionar filtros para trazer de volta as scanlines (aquelas linhas horizontais de TVs antigas) ou um brilho suave de tela CRT. Mas, se você é super exigente com isso, o Analogue 3D (um concorrente bem parecido) tem um software mais robusto, o 3DOS, que te permite escolher entre vários tipos de TVs de tubo.

Ah, e tem um detalhe super legal no ModRetro M64: um dial na parte de cima pra você selecionar itens do menu sem precisar de um controle! Ele também tem várias portas USB-C e um slot para cartão microSD, além da porta HDMI.

O Poder do Homebrew e o Dilema da Tecnologia

Mas o que realmente faz esse console se destacar (e me causar tanto conflito!) é o suporte a homebrew. Ele está sendo lançado com títulos como o já mencionado Extreme-G, o shooter Xibalba 64 (estilo Doom) e o Xeno Crisis. Esse apoio a pequenas equipes de desenvolvedores e seus projetos de paixão é algo que me deixa super animado!

Por outro lado, não dá pra esquecer que esse console "amigo dos indies" é capitaneado por um cara que também fabrica e vende drones de combate. Este ano, a Anduril do Luckey vendeu "munições ociosas" Bolt-M, que são aeronaves não tripuladas "kamikaze" com IA para o exército dos EUA, num contrato de US$23,9 milhões. É uma pílula difícil de engolir, né?

E esse não é um caso isolado. Basta olhar em volta para ver como as grandes empresas de tecnologia se dão bem com o governo. A Dell, por exemplo, que faz os laptops XPS 13 que eu adoro, ganhou um contrato de defesa de US$9,7 bilhões para fornecer serviços da Microsoft ao "Departamento de Guerra" (que foi renomeado recentemente).

É difícil comprar um dispositivo hoje em dia que não apoie, de alguma forma, um complexo militar-industrial-tecnológico gigantesco. Mas existem alternativas! Na Computex deste ano, vi o Framework Laptop 13 Pro, o primeiro laptop reparável que vem com Linux de fábrica, o que significa que o comprador não está dando um tostão à Microsoft. É uma gota no oceano, mas já é alguma coisa!

No fim das contas, meu trabalho é dar a vocês a informação completa antes que façam a próxima compra por impulso.

Preços e Alternativas

O ModRetro M64 começa em US$230, mas você pode pegar por US$200 no preço especial de lançamento em 28 de julho. Um Analogue 3D custa US$270 e já está disponível, mas você vai perder as cores divertidas das edições limitadas, que já esgotaram. Não sabemos se os cartuchos Chromatic funcionarão no hardware da Analogue, mas Luckey já disse que seus jogos podem ser usados nos consoles originais de 1995. Ou seja, talvez exista uma forma de apoiar esses homebrews sem ter que comprar o N64 do "traficante de armas", como o artigo original sugere.

Minha Visão

Olha, galera, eu sou um entusiasta de tecnologia e adoro ver o retrô ganhando uma nova vida. A ideia do ModRetro M64, especialmente com o suporte a jogos homebrew, é simplesmente fantástica para a comunidade. Poder jogar clássicos e novidades de criadores independentes em 4K no meu N64 "moderno" é um sonho!

Mas não dá pra ignorar quem está por trás disso. Saber que a mesma mente genial (e, sejamos honestos, polêmica) que inova no mundo dos games também lucra com equipamentos militares me deixa em um conflito ético gigante. É um lembrete de que a tecnologia é uma ferramenta poderosa, e quem a cria tem um impacto que vai muito além do que a gente vê na tela ou no jogo. É o tipo de coisa que nos faz pensar sobre o consumo consciente, mesmo no universo gamer.

E você, o que pensa sobre isso? Compraria um console sabendo desse "lado B" do criador? Deixa a sua opinião nos comentários, que eu quero muito saber! Vamos trocar uma ideia!

Referência: Matéria Original

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