TV RGB vs. Mini-LED: O que a “quase OLED” ainda precisa aprender?

Mini-LED RGB BARATA: A Hisense UR8 Acaba de Mudar O Jogo Contra a Samsung?

Olá, pessoal! Aqui é o Lucas Tech, e hoje a gente vai mergulhar de cabeça em uma notícia que me pegou de surpresa e que pode ser um game-changer para o mundo das TVs! Sabe aquela tecnologia super futurista que a gente acha que vai demorar anos pra ficar acessível? Pois é, parece que o futuro chegou antes do esperado, e ele veio em formato de TV mini-LED RGB. Prepara a pipoca, porque o confronto entre a nova geração e a velha guarda está imperdível!


O Inesperado: Nova Tecnologia No Seu Bolso!

Lembra quando a Hisense lançou a tecnologia mini-LED RGB lá em 2025? Cara, eu fiquei de queixo caído com a 116UX, o primeiro modelo com essa belezinha. Meu pensamento imediato foi: "Ok, essa vai ser uma tecnologia de ponta por um bom tempo, com preços lá nas alturas e tamanhos que só cabem na sala de quem ganhou na loteria." Afinal, o desempenho era incrível!

Mas o universo tech adora nos pregar peças, né? O que eu não esperava era a velocidade com que essa novidade chegaria a opções mais acessíveis, pro nosso dia a dia, no segmento intermediário. E pra completar a surpresa, várias marcas já estão embarcando na onda RGB!

Pra minha sorte (e a de vocês!), um modelo RGB mais "pé no chão" aterrissou aqui no laboratório de testes do TechRadar: a Hisense UR8 de 65 polegadas. E o timing não podia ser melhor!


Duelo de Gigantes: RGB Mini-LED vs. Mini-LED Tradicional

Aproveitei que já estava testando a Samsung QN80H, que usa o bom e velho mini-LED padrão, para montar um duelo épico! É a oportunidade perfeita de colocar essa nova escola RGB da Hisense contra a tecnologia mini-LED mais tradicional da Samsung. A grande questão é: será que o novato consegue superar o veterano, ainda mais considerando que os preços são bem parecidos?

Sim, você leu certo! Uma Samsung QN80F de 65 polegadas custa em torno de R$8.000 / $1.599, enquanto a Hisense UR8 de 65 polegadas sai por uns R$9.000 / $1.799 (valores aproximados, viu?). É uma diferença mínima para uma tecnologia que prometia ser premium!

Ah, uma observação rápida sobre as fotos que vocês vão ver: a UR8 pode parecer com um tom avermelhado em algumas imagens. Isso é por causa da tela fosca dela interagindo com a câmera, ok? Ao vivo, essa tonalidade simplesmente não existe! E também testamos TVs de tamanhos diferentes, o que pode influenciar um pouco, mas a comparação lado a lado ainda vale muito a pena!


Cores: RGB Promete, Mas Cumpre?

Um dos maiores apelos do mini-LED RGB é a promessa de cores vibrantes e intensas. E, na minha experiência inicial, a reprodução de cores é, sim, impressionante. A Samsung, por outro lado, já é uma veterana em cores dinâmicas, tanto nas suas OLEDs quanto nas mini-LEDs.

Coloquei as duas TVs nos seus modos padrão de Cinema HDR e comecei com cenas de Wicked. Fiquei chocado com o que vi! Enquanto a UR8 entregava cores naturais que pareciam precisas (falaremos mais disso no final), as cores da QN80H eram muito mais vibrantes e saltavam da tela.

As flores rosas de uma árvore e a decoração azul nas paredes tinham muito mais "pop" na QN80H. As cores da UR8 tinham seu charme, mas ficaram um pouco aquém do que eu esperava da tecnologia RGB.

Houve momentos em que o brilho das cores da QN80H as deixava um pouco artificiais, e é aí que a UR8 brilhava, mostrando uma riqueza legal sem exagerar. Mas, de novo, aquele impacto de cor que eu antecipava da tecnologia RGB da UR8 não estava lá.

Mudando para La La Land, a história se repetiu. No baile de primavera, o vestido amarelo da Mia estava muito mais vibrante na QN80H, realmente deslumbrante na tela. O mesmo vestido parecia natural na UR8, mas não tinha aquele fator "uau!".

Quando mudei a UR8 para o modo Padrão, as cores ganharam mais vida, mas ficaram um pouco artificiais para o meu gosto, então voltei para o Cinema.

Não que as cores da UR8 fossem ruins durante os testes, mas elas não tinham a saturação que eu esperava de uma TV RGB, mesmo em cenas onde elas deveriam ter.


Contraste e Controle de Luz: Onde a Batalha Fica Séria!

Mudei as duas TVs para o modo Filmmaker e coloquei The Batman pra rodar – um filme que sempre desafia as TVs. Enquanto as melhores OLEDs geralmente lidam com a baixa luminosidade numa boa, as mini-LEDs às vezes sofrem.

A QN80H mostrou um contraste percebido maior, com tons escuros mais profundos e destaques mais intensos. Os flashes das câmeras e as luzes nas paredes da casa do prefeito Mitchell se equilibravam bem com as sombras, criando um contraste dinâmico.

A UR8 ainda exibia um bom contraste entre tons escuros e claros, além de bons detalhes nas sombras, mas as áreas escuras pareciam um pouco desbotadas, com um tom acinzentado. Isso era visível nas cenas da Batcaverna e quando o Batman está na plataforma do metrô, onde as áreas de sombra pareciam muito claras.

Mas eu achei um jeito de melhorar isso! Nas configurações de imagem da UR8, diminui o brilho de 50 (padrão) para 49, e a diferença foi enorme! O controle de brilho dela é bem agressivo, viu?

Depois desse ajuste, a UR8 teve tons pretos muito mais profundos e um contraste mais forte. Pra ser justo, tentei mexer nas configurações da QN80H, mas o controle de brilho dela era muito mais sutil. Diminuí-lo tirou o impacto dos destaques, então deixei como estava.

Observação nas fotos: O "clouding" (nuvens de luz) da QN80H não era tão ruim pessoalmente, mas as imagens servem para ilustrar o melhor controle de luz de fundo da UR8, que vou detalhar agora.

Fiz o mesmo experimento com Dark City, um filme mais brilhante, mas ainda com muito contraste. Ao baixar o brilho da UR8 para 49, consegui pretos profundos, mas à custa de alguns detalhes. A textura no cabelo preto do John, por exemplo, nas cenas iniciais, ficou difícil de ver, algo que não foi um problema na QN80H. Ambas as TVs apresentaram um pouco de "esmagamento de pretos" (black crush), mas na UR8 era um pouco mais perceptível. O brilho padrão mostrava um bom contraste e melhores detalhes nas sombras, mas de novo, sacrificava os tons escuros.

No entanto, uma coisa ficou bem clara nos meus testes em ambiente escuro: a UR8 tinha um controle de luz de fundo superior e ângulos de visão melhores. A QN80H, a menos que vista de frente, mostrava um efeito de "clouding" em fundos escuros, onde a luz de fundo vazava. A UR8 não apresentou sinais disso e demonstrou ausência de "clouding" ou "blooming" (auréolas de luz).

Isso também ficou evidente em conteúdo em preto e branco. Assistindo Crepúsculo dos Deuses, a QN80H mostrava vazamento de luz nas bordas da tela. A UR8 tinha um tom marrom sutil em alguns pretos, brancos e cinzas, mas era bem melhor que a QN80H.

Então, quando se trata de reduzir o vazamento de luz e oferecer ângulos de visão mais amplos, o painel RGB nos aproxima do excelente desempenho das OLEDs nessas áreas – mas não necessariamente no contraste geral.


Brilho: Números Falam Tudo? Nem Sempre!

Vamos aos números frios: medindo o pico de brilho HDR da UR8 em uma janela de 10%, ela registrou impressionantes 2.087 nits no modo Filmmaker e 2.394 nits no modo Padrão. A QN80H, por sua vez, marcou 1.189 nits no Filmmaker e 1.204 nits no Padrão.

Em tela cheia HDR, os números são semelhantes entre as duas, com a UR8 marcando 771 nits e 767 nits (Filmmaker e Padrão, respectivamente), enquanto a QN80H atingiu 603 nits e 672 nits.

Mas como isso se traduz na prática? Aí é que a coisa fica interessante! Assistindo a cenas mais brilhantes e coloridas, percebi que a QN80H parecia ter destaques mais impactantes. No final da cena "Wizard & I" de Wicked, com a Elphaba sobre um penhasco branco, os brancos definitivamente pareciam mais brilhantes na QN80H.

Em algumas tomadas da filmagem de demonstração Spears & Munsil, o brilho parecia variar de uma cena para outra. Nas cenas iniciais de neve, os brancos eram vibrantes em ambas as TVs. Em uma tomada posterior de uma roda-gigante iluminada, a QN80H parecia mais brilhante. Mas em uma imagem de um lagarto branco em um estúdio escurecido, a UR8 estava muito mais brilhante que a QN80H.

É surpreendente, considerando a grande diferença nos números de brilho medidos entre as duas. Em uma cena de Dark City, onde o John está no Automat, as luzes superiores pareciam mais brilhantes na UR8, mas não de forma tão substancial quanto eu esperava.

Uma área em que a UR8 realmente se destacou foi no tratamento de reflexos, mas isso se deve mais à sua camada antirreflexo do que ao seu brilho em si. Enquanto a QN80H tinha sua própria camada antirreflexo, ela não era tão eficaz quanto a da UR8, que fez um trabalho excelente em limitar os reflexos sem aumentar os níveis de preto.

Combine isso com seus excelentes ângulos de visão, e você tem uma TV fantástica para assistir esportes durante o dia!


Um Passo à Frente, Mas Com Ressalvas!

Entre essas duas TVs, é difícil decidir qual eu prefiro. A QN80H oferece cores mais fortes e texturas mais nítidas logo de cara. Já a UR8 se destaca pelos melhores ângulos de visão e um controle de luz de fundo superior, resultando em imagens mais uniformes.

Isso mostra que a tecnologia RGB da Hisense, essa novidade de próxima geração, ainda tem o que aprender com o mini-LED tradicional da Samsung. Embora a UR8 seja decente de fábrica, ela exige alguns ajustes (principalmente no brilho), e sua precisão de cor não é das melhores (registrou um surpreendente delta-E de 7.9 no modo Filmmaker, e a gente busca sempre um valor abaixo de 3…).

Mas, convenhamos: a UR8 é um passo na direção certa, trazendo pontos fortes das OLEDs – como ângulos de visão e uniformidade – para o segmento de mini-LEDs intermediárias. Por essa razão, eu daria a vitória para a UR8 nessa batalha. No entanto, a QN80H prova que o "velho cão" mini-LED ainda tem muito fôlego – é uma TV super atraente!


Minha Visão

Essa democratização do mini-LED RGB, chegando a preços de TVs intermediárias em tão pouco tempo, é uma notícia e tanto! O que antes era exclusividade das TVs premium, agora começa a se tornar acessível para um público maior. Isso não só acelera a inovação no mercado, como também força outras fabricantes a se mexerem para oferecer mais por menos. A Hisense UR8, mesmo com suas pequenas ressalvas e necessidade de ajuste, representa um avanço significativo. Ela mostra que ter uma imagem uniforme e ótimos ângulos de visão, características supervalorizadas em OLEDs, está se tornando uma realidade para mais gente. É um sinal claro de que a qualidade de imagem de ponta está cada vez mais próxima do consumidor comum, e isso é o que realmente me deixa empolgado como entusiasta de tecnologia!


E aí, galera, o que vocês acham dessa briga? Vocês priorizariam cores vibrantes e nitidez imediata, como a Samsung QN80H, ou controle de luz e ângulos de visão superiores que a Hisense UR8 oferece, mesmo que exija um ajuste inicial? Contem pra mim nos comentários!

Referência: Matéria Original

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