Netflix OUSA e Transforma Clássico do Anime: The Ribbon Hero é a Prova de que o Novo Pode Ser Incrível!
Olá, pessoal! Aqui é o Lucas Tech, e hoje a gente vai bater um papo sobre uma notícia quentíssima do universo dos animes que está agitando a galera. A Netflix está com uma novidade no forno que vai dar o que falar, e ela mexe com uma lenda! Estamos falando de The Ribbon Hero, um filme que promete trazer uma releitura bem corajosa de um clássico do mestre Osamu Tezuka. E olha, o visual está tão diferente que tem gente chocada, mas eu estou aqui pra te contar por que isso pode ser sensacional!
Netflix Aposta Alto em um Clássico
Então, a Netflix anunciou uma penca de animes vindo por aí, e um deles me chamou muito a atenção: The Ribbon Hero. "Novo" é a palavra-chave aqui, porque, na verdade, esse filme é inspirado em um mangá clássico de ninguém menos que Osamu Tezuka, a nossa querida Princess Knight (A Princesa e o Cavaleiro)!
Mas, ó, se você olhar as aparências, vai ser difícil reconhecer a conexão logo de cara. E sabe o que é mais legal? Em vez de ficar com medo de quão diferente as duas obras parecem, eu tô é super animado com essa proposta! É como se dessem uma roupagem totalmente nova para algo que já amamos.
Quem é Osamu Tezuka? O Pai do Mangá!
Se você leu o que eu disse e pensou: "Quem é Osamu Tezuka?", segura essa: se você tem o mínimo de apreço por animação, mangá e anime, você já foi influenciado por ele, mesmo sem saber o nome!
Conhecido como o "Pai do Mangá" e o "Deus do Mangá", Tezuka é o gênio por trás de Astro Boy, Black Jack, Kimba, o Leão Branco, e MUITO mais. Ele é tipo o mangaká favorito do seu mangaká favorito, saca? Inspirou gerações inteiras de criadores, incluindo lendas como Akira Toriyama (Dragon Ball), Masamune Shirow (Ghost in the Shell) e até mesmo Hayao Miyazaki do Studio Ghibli. É muita moral!
À medida que nos aproximamos do que seria o centenário de Tezuka, essa influência duradoura na indústria de animes está sendo reintroduzida a uma nova geração de fãs através do filme de anime do Studio OUTLINE, inspirado no seu mangá de 1953, Princess Knight, que estreia na Netflix em agosto.
Conheça The Ribbon Hero: A Nova Aventura da Netflix
Em The Ribbon Hero, vamos seguir a jornada da Princesa Safira, uma jovem "amaldiçoada" que pega em armas não só para superar traumas do passado, mas para proteger seu povo de criaturas selvagens. E nessa missão, a Safira ganha uma transformação fofa de garota mágica, faz amigos para a vida toda e batalha contra um monte de vilões usando o poder de sua fita mágica.
Parece um anime super legal, né? Mas como eu disse, o visual é completamente diferente do material original, e isso deixou alguns fãs mais antigos meio… divididos.
Pra você ter uma ideia, o mangá de Princess Knight tem esse estilo mais clássico:
[IMAGEM 1: Página do mangá Princess Knight]
E estes são os designs dos personagens de The Ribbon Hero:
[IMAGEM 2: Designs dos personagens de The Ribbon Hero]
É, a estética é beeeem diferente! Tão diferente que deu o que falar nas redes sociais, com muitos fãs com sentimentos mistos sobre quão moderno e diferente o visual do anime está em comparação com o mangá. Essa grande diferença estética entre The Ribbon Hero e Princess Knight se deve aos talentos por trás do filme do OUTLINE. Entre eles, destacam-se os character designers Kei Mochizuki (Fate/Grand Order) e Mai Yoneyama (Cyberpunk: Edgerunners, Lazarus). O filme também marca a estreia na direção de Yuki Igarashi (Attack on Titan, Jujutsu Kaisen, Mobile Suit Gundam GQuuuuuuX), que está super consciente das expectativas para essa versão moderna de um clássico tão amado.
"Para este filme, eu coloquei todo o meu respeito por Osamu Tezuka, o criador de Princess Knight; por Ichizo Kobayashi do Takarazuka Revue, que está na raiz da obra; e pelo entretenimento supremo e clássico que eles trouxeram ao mundo," disse Igarashi à Netflix. "Eles também criaram suas obras superando adversidades como doenças infecciosas e guerras, e essas obras se tornaram a base da nossa cultura. Para todos que vivem nesta era, espero que desfrutem desta peça emocionante e empolgante do que eu acredito ser o ‘verdadeiro’ entretenimento mainstream."
Princess Knight: A História Original por Trás da Magia
Mas afinal, qual é a diferença entre a história de Princess Knight e The Ribbon Hero além do estilo de arte? Bom, depois de mergulhar no mangá de Princess Knight e comparar com o que vimos nos trailers da Netflix, posso dizer: bastante coisa! Mas não daquele jeito que algumas adaptações da Netflix "saem dos trilhos" tentando ser diferentes ou sérias demais. Pelo que eu entendi, The Ribbon Hero parece pronto para manter o espírito da obra de Tezuka enquanto faz a sua própria coisa, e eu tô bem empolgado com isso!
O mangá de Tezuka, ao contrário do que parece ser a premissa do anime da OUTLINE, é mais sobre contos de fadas antigos, focando menos na ideia de uma princesa guerreira (embora isso esteja lá) e mais na questão de gênero. A premissa é que anjos no céu atribuem corações a bebês prestes a nascer. Um anjo chamado Tink dá à bebê Safira um coração de menino momentos antes de ela receber um coração de menina. Esse "erro" faz com que Tink seja expulso do céu para encontrar Safira e remover seu coração de menina — um problema agravado pela sua condição de herdeira de um Reino cuja continuidade depende dela nascer um menino, não uma menina.
Depois de uma confusão, onde um servo com um sotaque peculiar confunde o reino chamando Safira de "princesho", o rei e a rainha continuam uma farsa, criando sua filha como um menino, enquanto aqueles que querem usurpar o poder tentam expor Safira como uma menina. A jornada de Safira é uma história pastelão que parece uma mistura de Cinderela, A Bela Adormecida e A Pequena Sereia, com toda a fantasia de Tezuka. O mangá até ganhou uma adaptação em anime lá em 1967 pela Mushi Production, então qualquer purista preocupado com uma adaptação fiel pode sossegar.
Gênero, Subversão e Novas Leituras
Princess Knight é tão divertido e bobinho quanto parece. Olhando para o mangá de Tezuka, é impressionante como ele era à frente de seu tempo narrativamente, considerando que um mangá dos anos 50 explorava gênero de maneiras que antecedem Ranma 1/2 da Rumiko Takahashi. Claro, sua exploração de gênero ainda é um pouco antiquada para os padrões de 2026 (você pode ver aspectos progressistas e um toque de misoginia na jornada de Safira). No entanto, ele chega lá no final, com a natureza "masculina" e "feminina" de Safira sendo vistas como uma força, e não uma contradição. Isso é demais!
Embora The Ribbon Hero não pareça estar explorando gênero como seu tema principal, os fãs deduziram dos trailers que o filme pode focar em temas queer entre Safira e sua amiga. Dado que Princess Knight inspirou obras queer de mangá/anime mais antigas, como a adaptação em anime de A Rosa de Versalhes pela MAPPA, é provável que o filme siga por esse caminho como uma releitura de sua história. De qualquer forma, adaptações deveriam ser mais corajosas ao sair dos limites dos mitos antigos que recontam, desde que mantenham seu espírito central intacto, e as obras de Tezuka não são diferentes.
O Legado de Tezuka e as Adaptações Corajosas (Lembrando de Pluto)
Essa não é a primeira vez que a Netflix acerta em cheio com uma releitura dos clássicos de Tezuka. Na verdade, em 2023, o Studio M2 lançou a adaptação em anime de Pluto, de Naoki Urasawa (Monster) e Takashi Nagasaki. Pluto, na minha humilde opinião, foi o melhor anime de ficção científica daquele ano. E muito disso não foi apenas em ver como Atom e seu vilão titular se parecem em movimento, mas em como ele usou os alicerces de sua história para tocar em algo mais profundo. Urasawa usa o mangá de robôs para criticar a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. E esse é apenas um dos muitos tópicos importantes que Pluto abordou, dando nova vida e perspectiva, construindo sobre a base de Astro Boy de Tezuka.
Tudo isso para dizer que, apesar de suas diferenças estéticas e de história, estou entrando em The Ribbon Hero com a mente aberta para ver como outro grupo de criativos vai remodelar e reimaginar um clássico como Princess Knight e manter as histórias de Tezuka na mente de uma nova geração de fãs de anime.
The Ribbon Hero estreia na Netflix em 8 de agosto. Marquem na agenda!
Minha Visão
Pra mim, Lucas Tech, essa notícia sobre The Ribbon Hero é mais do que só um novo anime. É a prova de que clássicos podem (e devem!) ser revisitados. É uma chance de manter o legado de Osamu Tezuka vivo e relevante para as novas gerações, sem medo de inovar. Ver uma obra que explorava gênero nos anos 50 ganhar uma nova roupagem e, quem sabe, explorar ainda mais temas contemporâneos, é emocionante demais. Isso mostra que as grandes histórias são atemporais e que a criatividade pode, sim, honrar o passado enquanto abraça o futuro com braços abertos!
E aí, o que vocês acham dessa abordagem mais "ousada" da Netflix para clássicos? Estão prontos para dar uma chance a The Ribbon Hero ou são do time que prefere a fidelidade total? Me contem nos comentários!
Referência: Matéria Original



