Principais considerações sobre o 0patch
O 0patch oferece um plano Pro que custa cerca de R$ 150 por ano e conta com uma versão gratuita que disponibiliza patches para vulnerabilidades zero-day. Sua instalação é simples e o software funciona de forma discreta em segundo plano, aplicando atualizações automaticamente assim que estão disponíveis. No entanto, alguns usuários relataram problemas de desempenho após instalar os patches.
Mudanças no suporte ao Windows 10
No início de 2023, a Microsoft anunciou que encerraria todo o suporte oficial ao Windows 10 em 2025, dando aos usuários pouco mais de dois anos para migrar para o Windows 11. A partir de 14 de outubro de 2025, a Microsoft interrompeu as atualizações regulares e os patches de segurança para o Windows 10, colocando milhões de usuários na busca por alternativas. Alguns usuários fizeram a atualização para o Windows 11 de forma relutante, enquanto outros migraram para o Linux. Muitos se inscreveram no serviço de Atualizações de Segurança Estendidas do Windows 10 (ESU), que custa R$ 150 por ano e fornece correções oficiais de segurança. Porém, esse serviço será encerrado em outubro deste ano, deixando os usuários do Win 10 sem alternativas.
O que é o 0patch?
O 0patch é uma empresa de segurança de origem europeia que se especializa na entrega de micropatches para o Windows 10. Como o nome sugere, um micropatch é uma atualização pequena que corrige uma vulnerabilidade específica. Embora isso possa parecer insignificante, esses patches são lançados com frequência, criando uma rede de proteção eficaz.
Como funciona o serviço?
Quando os pesquisadores de segurança ou desenvolvedores descobrem uma nova vulnerabilidade, essa informação é divulgada publicamente. O 0patch utiliza esses dados para criar um micropatch direcionado, distribuindo-o para os usuários. Embora o processo seja mais complexo do que isso, essa é a essência. A frequência das atualizações depende da quantidade de vulnerabilidades descobertas.
Expectativas do usuário
Conversei com Mitja Kolsek, um dos cofundadores do 0patch, que mencionou que a empresa tem “controle limitado sobre o fluxo de informações sobre vulnerabilidades”, pois depende dessas descobertas externas. Em média, os usuários podem esperar de dois a três micropatches por mês, embora esse número possa variar. No meu período de uso do 0patch, recebi quatro patches em quatro meses.
Critérios para liberação de patches
O 0patch não cobre todas as vulnerabilidades. Os patches são lançados somente para aquelas que atendem a critérios rigorosos, descritos na página de suporte da empresa. Em resumo, é mais provável que uma vulnerabilidade seja corrigida se: o exploit for conhecido publicamente e acessível para atacantes; estiver sendo ativamente explorado; a Microsoft não tiver uma correção oficial; e o software ou recurso afetado for amplamente utilizado.
Versões do 0patch
Existem várias versões do 0patch. A versão gratuita entrega principalmente patches zero-day para vulnerabilidades críticas, enquanto o plano Pro adiciona atualizações pós-EoS (fim de suporte). Kolsek alertou que usar apenas o 0patch Free não é recomendado sem também pagar pelo serviço ESU da Microsoft, pois o 0patch Free não inclui os "patches de legado" necessários para proteger totalmente o Windows 10 22H2. Alternativamente, o usuário pode optar pelo 0patch Pro, que inclui esses patches.
Desempenho do 0patch
Para esta análise, instalei a versão gratuita do 0patch em um laptop com Windows 10 para observar seu desempenho em uso real. A aplicação é extremamente fácil de instalar e utilizar. O processo é similar ao de qualquer outro aplicativo: basta baixá-lo do site e executar o instalador, funcionando de forma silenciosa em segundo plano, sem necessidade de ajustes adicionais.
Interface do usuário
A interface do aplicativo é de fácil leitura, proporcionando uma visão geral de quantos patches estão ativos, quantos aplicativos estão sendo protegidos, quantos são patcháveis e o que está disponível no plano pago. Ele também informa quais patches estão incluídos, permitindo a verificação dessas informações no blog do desenvolvedor.
Gerenciamento de patches
Os patches são gerenciados automaticamente pelo Agent do 0patch, que detecta e instala micropatches assim que estão disponíveis. O usuário pode desativar tanto o Agent quanto patches individuais a qualquer momento.
Problemas de desempenho conhecidos
Vale ressaltar que as atualizações do 0patch são conhecidas por causar problemas de desempenho. Esses problemas podem assumir várias formas, como indicado na página de resolução de problemas do 0patch, incluindo conflitos com o programa antivírus Avast e falhas inesperadas. Se um patch recente estiver causando dificuldades, o usuário pode desativá-lo a qualquer momento pelo painel do aplicativo.
Desinstalação e suporte futuro
Um aspecto positivo do serviço é que os patches são leves e não afetam o desempenho do computador de maneira significativa. Ao desinstalar o serviço, todos os patches também são removidos, sem deixar vestígios. Portanto, se o usuário concluir que o 0patch não atende às suas necessidades, ele pode desinstalá-lo a qualquer momento. Por fim, é importante mencionar que o 0patch planeja encerrar seu suporte ao Windows 10 em outubro de 2030, mas pode continuar por mais tempo. Kolsek afirmou que "se houver demanda suficiente, extenderemos nosso suporte ao Windows 10 22H2 [após] outubro de 2030", possivelmente até 2035 ou além.
Considerações finais sobre preços
O 0patch Pro tem um custo anual de €25 (aproximadamente R$ 150) e oferece um período de teste gratuito de 30 dias. Existe também um plano Enterprise por €35 (cerca de R$ 200) para o ano, que inclui ferramentas para gerenciar múltiplos usuários, funções e dispositivos. Se você está apenas protegendo um único PC, o plano Pro é a melhor escolha. A versão gratuita é adequada desde que você esteja pago pelo serviço ESU da Microsoft. Contudo, é importante lembrar: os patches ESU só estarão disponíveis até outubro de 2026.
Deixe claro que, enquanto testei o software, não utilizo pessoalmente o 0patch. Embora possa ter minhas reservas quanto ao Windows 11, fiz a atualização e ainda prefiro contar com as atualizações de primeira linha da Microsoft. Dito isso, se você realmente não deseja migrar para o Windows 11, considerar a opção de Linux pode ser o melhor caminho a longo prazo.
Referência: ZDNet
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