Gerenciadores de Pacotes no Linux: As Minhas Favorições
Quando comecei a utilizar o Linux, o que eu chamava de gerenciador de pacotes era o "código fonte", ou seja, eu precisava instalar tudo a partir desse código. Com o tempo, os gerenciadores de pacotes surgiram para facilitar significativamente esse processo. O primeiro que tive a experiência foi o RPM no Red Hat Linux 5.2, antes do Fedora surgir. Quando o APT apareceu, encontrei minha preferência, e ela se manteve por muitas décadas. No entanto, isso não significa que meu respeito por gerenciadores de pacotes comece e termine com o APT, pois existem outros que também são bastante eficazes.
O Que é um Gerenciador de Pacotes?
Antes de listar meus gerenciadores preferidos, preciso explicar o que é um gerenciador de pacotes. Em termos simples, é uma ferramenta que gerencia a instalação, atualização e remoção de softwares. Uma das melhores funcionalidades de um bom gerenciador é a capacidade de resolver automaticamente todas as dependências de um pacote, eliminando a necessidade de fazê-lo manualmente. Além disso, ele garante que o software esteja integrado ao sistema, permitindo que você gerencie todos os aplicativos instalados a partir de um local centralizado, geralmente uma loja de aplicativos.
1. APT
Sim, APT é meu favorito. E por que isso? O APT (Advanced Package Tool) não é apenas um gerenciador de pacotes fácil de usar, mas também é extremamente poderoso e repleto de funcionalidades. Uma das minhas preferências é a sua capacidade de consertar instalações quebradas. Se eu tentar instalar um software pela linha de comando e falhar, posso usar o comando sudo apt install -f, e esse comando resolverá o problema. Além disso, a sintaxe do APT é bem fácil de lembrar:
- Atualizar a lista de pacotes:
sudo apt update - Instalar um pacote:
sudo apt install NOME_DO_PACOTE - Atualizar um único pacote:
sudo apt upgrade --only-upgrade NOME_DO_PACOTE - Remover um pacote:
sudo apt remove NOME_DO_PACOTE - Reinstalar um pacote:
sudo apt reinstall NOME_DO_PACOTE - Remover um pacote e todos os seus arquivos:
sudo apt purge NOME_DO_PACOTE - Pesquisar um pacote:
sudo apt search NOME_DO_PACOTE
Reconheço que uma grande parte da minha preferência por APT se deve ao tempo que o utilizei, mas a razão pela qual continuo escolhendo distribuições que o utilizam é a sua qualidade. Para finalizar, existem inúmeras repositórios disponíveis, oferecendo uma vasta gama de softwares, e o APT é um dos gerenciadores de pacotes mais rápidos.
2. DNF
O DNF é para o Fedora o que o APT é para o Ubuntu (ou Debian). Ele é fácil de usar, possui uma sintaxe simples e se destaca na gestão do histórico de transações, reversionamento e instalação a partir de URLs diretas. Outra vantagem do DNF é que ele limpa automaticamente os arquivos ao remover um aplicativo. Com o lançamento do DNF5, sua velocidade quase se igualou à do APT.
A sintaxe do DNF é muito semelhante à do APT:
- Atualizar a lista de pacotes:
sudo dnf check-update - Instalar um pacote:
sudo dnf install NOME_DO_PACOTE - Atualizar um único pacote:
sudo dnf upgrade NOME_DO_PACOTE - Remover um pacote (e todos os seus arquivos):
sudo dnf remove NOME_DO_PACOTE - Reinstalar um pacote:
sudo dnf reinstall NOME_DO_PACOTE - Pesquisar um pacote:
sudo dnf search NOME_DO_PACOTE
Como pode ser notado, o DNF e o APT têm muitas semelhanças. O DNF é o gerenciador de pacotes padrão para Fedora e distribuições baseadas no Fedora.
3. Flatpak
Adentramos agora o mundo dos gerenciadores de pacotes universais, que funcionam em praticamente qualquer distribuição Linux. O software instalado através de um gerenciador de pacotes universal pode ser executado em diversas distribuições suportadas. Por exemplo, instalar um aplicativo Flatpak no Ubuntu é idêntico a fazê-lo no Fedora. O Flatpak também facilita a instalação de certos aplicativos proprietários, como Spotify e Slack. Isso ilustra a importância dos gerenciadores de pacotes universais.
Instalar aplicativos com Flatpak é bastante simples. Você pode acessar o Flathub, localizar o aplicativo desejado, copiar o comando de instalação e colá-lo no terminal. Se você já souber o nome do pacote, o comando pode ser tão simples quanto: flatpak install NOME_DO_PACOTE. Para remover um pacote, use: flatpak remove NOME_DO_PACOTE. Mas por que escolher Flatpak ao invés do Snap? Pessoalmente, sempre achei que os pacotes Snap são mais adequados para servidores, enquanto os aplicativos Flatpak funcionam melhor no desktop. Além disso, os aplicativos Flatpak tendem a abrir mais rapidamente que os Snap.
4. COSMIC Store
Vamos falar agora de interfaces gráficas (GUI). Um ano atrás, não teria incluído a loja de aplicativos do Pop!_OS nesta lista, pois era cheia de bugs, lenta e frequentemente não iniciava. Desde então, a COSMIC Store foi completamente reescrita (para a área de trabalho COSMIC) em Rust, tornando-a realmente rápida. A Pop Store também oferece suporte a Flatpak, permitindo que eu instale aplicativos tanto dos repositórios APT quanto dos repositórios Flatpak. Embora a COSMIC Store se assemelhe ao GNOME Software, sua velocidade é significativamente superior. A melhoria da Pop Store foi impressionante; a versão anterior era quase inutilizável.
5. KDE Discover
O KDE Plasma possui sua própria loja de aplicativos, chamada KDE Discover, que é bastante especial. Embora o KDE Discover possa não ser tão atraente quanto a Pop Store, é uma das interfaces gráficas mais configuráveis e flexíveis entre os gerenciadores de pacotes. Ele facilita a ativação e desativação do suporte a Flatpak. Outro ponto positivo é que permite instalar não apenas aplicativos, mas também addons do Plasma e addons de aplicativos, além de fornecer acesso rápido a atualizações e permitir ativar e desativar repositórios sem precisar abrir outro programa. Tudo isso em uma interface amigável que torna a instalação de aplicativos uma atividade simples.
Referência: zdnet.com
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