Os principais pontos a considerar
O dispositivo Brick, que custa R$ 59, é uma ferramenta que impede o acesso aos aplicativos mais utilizados. No momento, ele está à venda por R$ 47. Este aparelho me ajudou a melhorar meu relacionamento com o celular, mostrando que seus reforços positivos são mais eficazes do que as limitações de tempo ou bloqueadores de aplicativos.
Nos últimos tempos, a dependência do celular se tornou uma característica comum em nosso dia a dia. Ao perguntar a amigos, familiares ou colegas sobre quantas horas passam no celular, as respostas variam de três a oito horas. Pessoalmente, chego a gastar cerca de quatro horas apenas verificando e-mails, respondendo mensagens, navegando nas redes sociais e conferindo a previsão do tempo. Esse tempo poderia ser dedicado a atividades mais produtivas, como ler um livro, escrever um artigo ou até mesmo passar um tempo com amigos e familiares.
A cada outubro, conforme os dias ficam mais curtos e minha energia diminui, a sensação de impotência em relação à tecnologia se torna mais intensa. Levantar da cama se torna um desafio, e muitas vezes opto por ficar deitado e passando o dedo pela tela. Perco horas imerso em conselhos financeiros, casamentos de colegas ou notícias perturbadoras que me cercam na internet. Esse conteúdo se mistura e me deixa à deriva, como se estivesse em uma praia deserta.
Quando chego a esse ponto, excluo meus aplicativos de redes sociais e tento manter o celular em outro cômodo enquanto trabalho e me alimento. Faço um esforço para sair mais de casa e adoto uma rotina mais rígida. Entretanto, após uma ou duas semanas, quando minha mente já está mais clara, acabo reinstalando os aplicativos, e o ciclo recomeça.
Eu já experimentei limites de tempo, bloqueadores de aplicativos e o uso de redes sociais pelo navegador ao invés de pelos aplicativos. Neste outubro, decidi tentar algo novo. Descobri o dispositivo da empresa Brick, que promete efetivamente bloquear o acesso aos aplicativos mais usados. As pessoas afirmaram que esse cubo minimalista e magnético restaurou seu tempo. Resolvi testar também.
Como funciona
O Brick é um quadrado magnético que vem com um aplicativo complementar. Ao baixá-lo, o usuário seleciona os aplicativos que deseja desativar quando o dispositivo estiver "bloqueado". Ele utiliza a tecnologia NFC, similar àquela usada em pagamentos sem contato, para habilitar e desabilitar o uso dos aplicativos. Um toque no Brick impede o acesso aos aplicativos até que o dispositivo seja acionado novamente.
É possível programar horários para o bloqueio de aplicativos e definir modos para bloquear certos tipos de aplicativos. Testei criando um modo que bloqueia os aplicativos mais usados, como Mensagens, Instagram, Facebook, Threads, TikTok e LinkedIn. O Brick oferece cinco "desbloqueios" gratuitos para situações de emergência, quando o usuário não está perto do dispositivo.
Minha experiência
Ainda não estabeleci uma programação, porque estou satisfeito em bloquear o dispositivo por conta própria e desbloquear quando preciso checar mensagens ou correções. O ato de bloquear o celular ao perceber que preciso de uma pausa é um primeiro passo acessível para lidar com a dependência. A ideia de programar o bloqueio parece muito rígida neste momento; no entanto, imagino que se tornará útil conforme eu passe mais tempo controlando meu uso.
Em casa, meu uso do celular não é o ideal e me faz sentir mal. A questão não são os momentos de checar mensagens no trabalho ou nas pausas, mas as horas perdidas após um dia cansativo ou durante os fins de semana que poderiam ser dedicadas a hobbies. É nesse contexto que uso mais o Brick. Meus colegas de apartamento também testaram o dispositivo enquanto liam no parque e relataram que ajudou a aumentar sua concentração. Em uma noite de segunda-feira, consegui escrever por 90 minutos ininterruptos após bloquear meu celular.
Gosto de bloquear meu celular antes de dormir, como descreveu meu colega, é como "desligar o computador ao final do dia." Às vezes, ao me deitar, lembro que quero verificar um aplicativo. Para isso, precisaria levantar e ir até a cozinha para desbloqueá-lo, o que me faz repensar essa decisão.
De manhã, vou até a cozinha, onde o Brick está preso à geladeira, e desbloqueio meu celular. Isso me dá cerca de uma hora antes do trabalho para checar mensagens e acompanhar as novidades. Ao começar o expediente, bloqueio o celular novamente. Após uma hora de trabalho sem interrupções, me premio com um desbloqueio rápido para checar mensagens ou navegar por alguns minutos antes de bloquear novamente. É como uma versão da técnica Pomodoro, adaptada para combater a dependência do celular.
Por que funciona para mim
O Brick transforma o acesso aos meus aplicativos mais utilizados em um privilégio que preciso conquistar, ao invés de algo que posso fazer a qualquer momento. Ele também me faz perceber que a frequência com que consulto meu celular para checar mensagens não condiz com a quantidade real de notificações que recebo. Em suma, não há necessidade de verificar o dispositivo tantas vezes.
Diferente das notificações de limites de tempo de uso, que surgem quando alcançamos o tempo limite, o Brick oferece reforços positivos, com um temporizador que aparece assim que o dispositivo é bloqueado, mostrando quanto tempo fiquei desconectado. Isso contrasta com as mensagens negativas que recebo ao atingir o limite diário no Instagram, por exemplo. O aplicativo também permite que eu veja quanto tempo passei bloqueando os aplicativos diariamente, ajudando a reforçar a ideia de que consigo ficar longe deles por períodos prolongados.
O que eu gostaria de melhorar
Não é necessário desbloquear o dispositivo para iniciar uma programação, por exemplo, às 9h, quando o trabalho começa. Contudo, é preciso ter o Brick em mãos às 17h, quando desejo desbloqueá-lo. Isso pode ser um inconveniente se não estiver na mesma localização que o dispositivo nesse horário. Um amigo sugeriu uma solução: criar uma nova programação imediatamente após o término da primeira, liberando um aplicativo aleatório. Assim, o bloqueio é mantido sem precisar do dispositivo físico.
Além disso, meu amigo mencionou que o Brick não registrou a alteração de fuso horário durante sua viagem, algo que ele gostaria de ver melhorado.
Considerações Finais
Recomendo fortemente o Brick para quem enfrenta dificuldades em controlar o uso do celular ou em se distrair por meio das redes sociais. Durante minha primeira semana de uso, meu tempo de tela diminuiu em 7%. Os reforços positivos, ao invés de críticas quando ultrapasso o tempo de uso, ajudam a construir a ideia de que é possível ficar sem os aplicativos.
Acredito que é especialmente útil para pessoas que buscam aumentar a produtividade, seja no trabalho ou em atividades pessoais. Após bloquear o celular certa noite, optei por assistir a um vídeo no YouTube antes de dormir e percebi que poderia estar lendo um livro em vez disso. Sem o Brick, talvez não tivesse tomado essa decisão.
Embora R$ 59 seja um preço considerável por autogestão, vale a pena pela qualidade de vida que ganho e a autonomia que recuperei em relação aos dispositivos. Além disso, durante a promoção do Brick, é possível conseguir um desconto de R$ 12, reduzindo o preço em 20%, tornando-o uma excelente opção de presente, seja para um adolescente viciado em redes sociais ou um pai distraído buscando moderar seu uso do celular.
Link de referência: ZDNET
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