Elliot: Jogabilidade viciante, enredo nem tanto!

The Adventures of Elliot: O Novo RPG da Square Enix é um Gênio Incompreendido ou um Deslize?

Olá, pessoal! Aqui é o Lucas Tech, e hoje trago pra vocês uma análise que me deixou com um misto de sentimentos. Lembra quando The Adventures of Elliot: The Millennium Tales foi anunciado? Poxa, a parceria Square Enix com a Claytechworks prometendo um novo RPG no estilo HD-2D, com umas pitadas de clássicos do Zelda e a grandiosidade visual e sonora de séries como Mana e Dragon Quest… A hype foi lá em cima!

Eu sou muito fã desse estilo gráfico HD-2D – curti demais lançamentos recentes como Final Fantasy: The Ivalice Chronicles e Dragon Quest 1 & 2 HD-2D Remake. Mas, confesso, ainda tinha minhas dúvidas se The Adventures of Elliot ia me pegar de verdade. Será que o combate de ação seria polido e viciante o suficiente? O mundo entregaria aquele espetáculo e apelo que a gente espera de outras séries? E a história, ia me prender?

Pois é, depois de mais de 25 horas mergulhado nesse universo, tenho todas as respostas. Bora lá ver o que eu achei de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales!


Informações do Jogo:

  • Plataforma Analisada: PS5
  • Disponível em: PS5, Nintendo Switch 2, Xbox Series X e Series S, PC
  • Lançamento: 18 de junho de 2026

O Lado Bom: Combate que Supera as Expectativas!

Pra começar, vamos falar da minha maior curiosidade: o combate em The Adventures of Elliot. E tenho ótimas notícias, galera! Eu me diverti DEMAIS com a ação desse jogo. Ele claramente se inspira nos Zelda 2D, com um combate em tempo real que te desafia a usar uma variedade de armas para superar os inimigos.

Você pode equipar duas armas ao mesmo tempo. Normalmente, eu usava minha espada para ataques de perto e o arco para projéteis, mas acabei encontrando utilidade real em vários equipamentos: bombas, martelo, lança e muito mais. O combate é fluido, responsivo e super bem balanceado. Ah, e dá pra defender ou aparar com um escudo, e isso pode ser crucial para evitar aquele dano pesado!

As batalhas, sejam grandes ou pequenas, têm um ritmo bem acelerado e empolgante. E o mais legal: ao derrotar vários inimigos em sequência, você pode criar uma "streak" (sequência) para conseguir drops melhores. Isso adiciona uma camada extra de diversão e te dá um motivo pra sair caçando e detonando as criaturas que aparecem por aí. Fiquei me desafiando pra ver o quão alta eu conseguia deixar a minha streak!

Mas o combate realmente brilha nas lutas contra os chefes. Eles são um desafio de verdade, muitas vezes exigindo que você mude sua estratégia, defenda com cuidado e use várias armas para garantir a vitória. A satisfação que tive ao desviar do ataque de um titã robótico e fatiá-lo em pedacinhos com minha lâmina foi simplesmente emocionante!

O Melhor do Jogo:
As batalhas contra chefes são, sem dúvida, o ponto alto deste jogo. Seja enfrentando o Ministro Kaifried ou um grupo de guardiões robóticos mortais, eu me deliciei usando todo o meu arsenal de armas para sair vitorioso.

E tem mais: você pode personalizar as armas com algo chamado Magicite, que adiciona habilidades específicas para te ajudar a detonar a oposição com mais facilidade. Isso é super bem executado e te ajuda a aumentar o poder de ataque, desbloquear ataques elementais e estender o alcance dos seus golpes, por exemplo.

Gastando mais Tul (a moeda do jogo), você pode usar mais Magicite, o que te ajuda a ficar mais forte à medida que o jogo avança, fazendo com que a progressão pareça natural e com um bom ritmo.

Outros elementos da jogabilidade também são sólidos. O plataforming não é uma parte gigante do jogo, mas é preciso e suave. Sua companheira na maior parte da jornada, Faie, também tem habilidades como dash e teleporte, que tornam a travessia de ambientes e a eliminação de inimigos ainda mais variadas e fluidas. E claro, você pode desbloquear e melhorar essas habilidades conforme o jogo progride.

O Lado Nem Tão Bom: Uma História Sem Aquele ‘Q’ de Especial

Então, a jogabilidade de The Adventures of Elliot é um acerto, na minha opinião. Os chefes brilhantes e os combates contra sapos, robôs, lesmas e afins me fizeram querer jogar mais. Mas, infelizmente, algumas coisas me deixaram um pouco relutante em ter longas sessões de jogo ininterruptas – principalmente a narrativa e os diálogos.

Pra ser sincero, a história de The Adventures of Elliot simplesmente não tem aquele brilho que eu esperava. Muitas vezes, ela parece sem sal, sem momentos de surpresa ou suspense. Os pontos da trama são, em grande parte, previsíveis, e os diálogos lentos e sem graça me fizeram querer pular algumas cenas – algo que nunca faço em RPGs focados na história.

Além disso, o elenco de personagens é surpreendentemente fraco para um jogo da Square Enix. O protagonista, Elliot, parece um pouco "oco" e passa boa parte do jogo dizendo às pessoas para seguirem seus corações, correrem atrás dos seus sonhos e acreditarem em si mesmas. Pra ser franco, é um pouco meloso, e apesar da sua aparência marcante, ele é um protagonista bem desinteressante.

Muitos outros personagens também são escritos de forma um tanto "engessada". Elliot os encontra, eles revelam algo que os incomoda – seja isolamento, a falta de um ente querido ou a busca por conexão – o herói os ajuda, e então você segue em frente. O resultado é que os personagens frequentemente carecem de nuances ou profundidade, e fica difícil se importar com as diversas pessoas envolvidas.

Como muitos outros jogadores já apontaram online, sua companheira, Faie, também é bem irritante. Ela fala… MUITO… e suas interjeições inúteis e que te levam pela mão podem ser bem chatas. Felizmente, dá pra silenciar a companheira, o que é bom, já que o tom agudo da fada ainda me assombra.

Grande parte do jogo gira em torno de viagem no tempo, outro elemento que, na minha visão, poderia ter sido tratado de forma mais eficaz. Muitos ambientes parecem idênticos em diferentes épocas, e a variedade de inimigos também é bastante limitada ao longo do tempo.

Curti as descobertas que dava pra fazer em diferentes eras, e a caça por novas armas nas várias dungeons e a exploração geral foram bem divertidas. Minha crítica aqui, no entanto, é que os quebra-cabeças em várias áreas são muito fáceis e exigem pouco esforço para serem superados. Portanto, quem busca o design engenhoso dos clássicos dungeons de Zelda pode acabar querendo mais.

Pensamentos Finais: Um Lançamento com Dores de Crescimento

The Adventures of Elliot ainda acerta em muitos fundamentos, com uma trilha sonora linda, visuais HD-2D deslumbrantes e uma interface de usuário bem feita. Mas quando olho para o pacote completo, fico com sentimentos conflitantes.

Enquanto o combate é polido e empolgante, a história pouco inspirada e a falta de variação nos ambientes e inimigos me decepcionaram um pouco.

Embora eu tenha me divertido razoavelmente com The Adventures of Elliot, e tenha curtido seus gráficos HD-2D deliciosos e batalhas cheias de adrenalina, é claro que essa nova IP passou por algumas dores de crescimento. E, infelizmente, seus personagens esquecíveis e diálogos que não decolam diminuem um pouco a experiência geral, o que significa que ele não atinge o topo das minhas recomendações.

Pra Quem é e Pra Quem Não É "The Adventures of Elliot"?

Jogue se você:

  • Ama combate de ação: A fluidez, variedade de armas e lutas contra chefes são o ponto alto.
  • É fã do estilo HD-2D: Os gráficos são lindos e a trilha sonora complementa bem.
  • Prioriza gameplay sobre história: Se você busca diversão na mecânica, vai encontrar.
  • Gosta de exploração e achar segredos: O mundo oferece alguns incentivos para vasculhar.

Não jogue se você:

  • Busca uma história profunda e personagens cativantes: A narrativa é previsível e os personagens, pouco desenvolvidos.
  • Se irrita com diálogos maçantes: As conversas podem ser um tédio em alguns momentos.
  • Espera puzzles desafiadores no estilo Zelda: Os quebra-cabeças aqui são bem simples.
  • Não tolera repetição de cenários e inimigos: As viagens no tempo não adicionam muita variedade.

Recursos de Acessibilidade

Existem algumas maneiras de personalizar a experiência em The Adventures of Elliot: The Millennium Tales. Há algumas opções de idiomas para o texto, e você pode alternar entre vozes em inglês ou japonês. Dá pra ajustar a velocidade de exibição do texto e configurar o diálogo para ser automático, se você quiser assistir às cenas se desenrolarem naturalmente.

Há também uma variedade de modos de dificuldade, e você pode remapear os controles ao seu gosto para uma experiência mais personalizada. Infelizmente, não há modo para daltônicos ou algo semelhante.

Como o Lucas Tech Analisou Este Jogo

Passei mais de 25 horas jogando a história principal e as missões secundárias de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales. Joguei na dificuldade Normal para esta análise.

Na maior parte do tempo, joguei no meu PS5, conectado à minha TV Sky Glass Gen 2 e à soundbar Marshall Heston 120. No entanto, ocasionalmente, mergulhei no título no meu PS Portal e usei os fones Sennheiser CX 80U para curtir o áudio do jogo enquanto estava em movimento.

De forma geral, já analisei uma vasta gama de jogos aqui no TechRadar, embora meu foco principal tenha sido em RPGs, incluindo títulos da Square Enix como Final Fantasy: The Ivalice Chronicles e Dragon Quest 1 & 2 HD-2D Remake.


Minha Visão

Sabe, galera, ver um jogo da Square Enix com esse visual HD-2D me anima demais. Eles têm um histórico de criar mundos e histórias inesquecíveis, e The Adventures of Elliot é uma prova de que a tecnologia de pixel art moderna é um caminho fantástico – o combate é uma joia bruta! Mas, ao mesmo tempo, me faz pensar sobre a importância da narrativa e dos personagens.

Para mim, um RPG precisa te puxar pra dentro da história, te fazer importar com quem está ali. É uma pena que essa parte tenha ficado um pouco aquém do que a gente espera de um estúdio tão lendário. É um lembrete de que, por mais bonita que seja a embalagem e divertido o gameplay, o coração de um RPG mora na sua alma narrativa. Espero que, em futuras iterações, eles consigam equilibrar melhor esses elementos e realmente explorem todo o potencial dessa nova IP.

E aí, o que vocês acham? Pra vocês, o que pesa mais na hora de escolher um RPG: a ação e os gráficos de ponta, ou a profundidade da história e dos personagens? Me contem nos comentários!

Referência: Matéria Original

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